quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Carta de um pontepretano
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Documentação necessária para Pedido de Abertura de Tombamento junto ao CONDEPHAAT (Órgão do Governo ESTADUAL)
| Condephaat - Ordem de Serviços 2/92 |
| O presidente do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado, com fundamento no inciso IV do Decreto 20.955, de 1-6-83, e com base na deliberação unânime do Colegiado em sessão do dia 3-8-92, Ata 934, resolve alterar a Ordem de Serviço 1/85, que passa a ter a seguinte redação: e) planta em escala 1:10.000 quando houver, com localização mais precisa da área; |
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Reunião de 13 de dezembro de 2010
Lemos o Pedido de Abertura de Estudo de Tombamento do Majestoso, do arq. João Verde (abaixo). Renato manifestou receio de que qualquer juntada ao protocolado possa atrasar seu andamento mas o grupo não descartou promover melhor instrução ao colegiado, quando oportuno. O Guilherme vai à Prefeitura pedir certidão de objeto e pé do protocolado para que então o grupo decida a melhor forma de acelerar a tramitação do processo. O Renato vai pesquisar junto aos órgãos estadual (CONDEPHAAT) e nacional (IPHAM) a forma de indicar bens a tombamento. Stephan se prontificou a redigir o histórico do bem na forma do requerimento.
Pedido em Andameto
R E Q U E R I M E N T O
Ao Sr. Prefeito Municipal de CampinasDr. Hélio de Oliveira Santos
Eu, JOÃO MANUEL VERDE DOS SANTOS, Arquiteto, RG 8.509.935 SSP-SP, CREA 060 126 604 4-D-SP, venho Requerer ao CONDEPAC – Conselho Municipal do Patrimônio Cultural de Campinas a abertura do Processo de Tombamento do Estádio Moises Lucarelli da Associação Atlética Ponte Preta, com base nos seguintes motivos.
O Estádio Moisés Lucarelli é um ícone da memória cultural, esportiva e histórica da cidade de Campinas, assim como a própria Associação Atlética Ponte Preta, que é o primeiro Clube de futebol do Brasil fundado em 1900. O Estádio construído em regime de mutirão, com a doação de muitas horas de trabalho e de materiais de construção por parte de seus torcedores e admiradores, foi estrategicamente inserido no bairro da Ponte Preta, local batizado em função da existência de uma antiga ponte de madeira sobre os trilhos da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, pintada com óleo queimado das locomotivas a vapor.
Esta ponte que ligava o centro da cidade, do chamado bairro alto ao Fundão hoje Cemitério da Saudade, foi a responsável pelo “batismo” do time de futebol que nasceu pelas mãos de três jovens, Miguel do Carmo o “Migué”, Luiz Garibaldi Burghi, o “Gigette” e Antonio de Oliveira, o “Tonico Campeão”, que receberam de imediato o apoio dos ferroviários da Companhia Paulista, composto por campineiros, imigrantes Portugueses, Italianos e Ingleses, como também de um grande número de negros, ex-escravos e seus descendentes, todos ferroviários, que decidiram pela fundação da Associação Atlética Ponte Preta no dia 11 de Agosto de 1900, data também do aniversário de fundação da Companhia Paulista.
Assim como o clube nasceu no bairro da Ponte Preta, o estádio também ali se instalou, e foi de grande importância na conformação urbanística da cidade, com a abertura das muitas ruas, da Avenida dos Esportes, hoje Airton Senna e posteriormente com a construção do Estádio do Guarani Futebol Clube que deu aquela parte da cidade o reconhecimento como espaço cultural esportivo.
O sonho de construir um estádio para o clube surgiu do sonho de três fanáticos torcedores, Moisés Lucarelli, Olímpio Dias Porto e José Cantúsio. Eles adquiriram o terreno da antiga Chácara Maranhão no bairro da Ponte Preta e fizeram a doação à Associação Atlética Ponte Preta. A Pedra Fundamental do estádio foi lançada em 13 de Agosto de 1944. Os responsáveis pela obra foram o Engenheiro Civil Alberto Jordano Ribeiro, projetista das instalações hidro-sanitárias e elétricas, do Eng. Civil Mário Ferraris, responsável pelo cálculo estrutural do concreto armado e do Engenheiro-Arquiteto Eduardo Edargê Badaró que foi autor do Projeto Arquitetônico do Estádio, em estilo Art Déco precursor do movimento Moderno.
O Estádio foi construído em um terreno de 40.000 m² e tem uma área construída de 36.000 m².
No dia 7 de setembro de 1948 foi realizada uma missa campal para celebrar a inauguração parcial do Estádio, que foi inaugurado oficialmente em 12 de Setembro de 1948 recebendo o nome do patrono Moisés Lucarelli.
* fotosDesta forma, venho requerer ao CONDEPAC a aprovação da abertura do Processo de Tombamento de tão importante espaço cultural e esportivo, ícone da memória da cidade de Campinas.
atenciosamente,
____________________________________________
JOÃO MANUEL VERDE DOS SANTOS
Arquiteto
Campinas, 24 de Março de 2008.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
REUNIÃO DO GRUPO DE REDAÇÃO
Dia 13 de dezembro, segunda-feira, às 19:00 horas.
Local: casa do Renato.
Os interessados em participar DA REDAÇÃO devem confirmar POR COMENTÁRIO a essa postagem com o endereço eletrônico para que eu envie o meu endereço. A minha casa fica próxima ao Lanchão da Nova Campinas.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
REDAÇÃO do Pedido
Essa tarefa não precisa ser feita por uma pessoa só, se for possível juntar conhecimentos complementares, da história do Majestoso, de como tramita um pedido de tombamento, de como se argumenta em favor de uma tese, o resultado pode ser mais seguro.
O objetivo é a abertura de Estudo de Tombamento, a partir do quê o imóvel está protegido por lei independente de qualquer outra providência - antes de o Estudo de Tombamento ser aberto pode-se impedir a demolição do Majestoso através de ação judicial.
Aqueles que tiverem disponibilidade de participar de verdade do processo de REDAÇÃO do Pedido de Tombamento do Majestoso DEIXEM NOME E ENDEREÇO ELETRÔNICO em Comentário.
As regras estão nessa cartilha:
http://www.campinas.sp.gov.br/arquivos/cartilha.pdf
Processo de tombamento
1. O processo de tombamento se inicia com o pedido de tombamento.
Qualquer cidadão, pessoa física ou jurídica pode pedir o tombamento de um bem cultural.
Em Campinas, os pedidos de tombamento devem ser feitos por escrito ao CONDEPACC e encaminhados à CSPC por meio do Protocolo Geral da Prefeitura Municipal de Campinas. Conforme o Decreto nº. 15.471 de 16 de maio de 2006, eles devem conter seguintesInformações:
do interessado:
identificação e endereço;
do bem:
a) descrição;
b) localização;
c) estado de conservação (bom, regular, ruim, péssimo);
d) atual utilização ou função;
e) documentação fotográfica, datada.
Justificativa: informação preliminar sobre o valor do bem, do ponto de vista mais relevante em cada caso, da história, da identidade sócio-cultural, da significação para a memória, para o desenvolvimento do conhecimento, para a preservação da qualidade de vida e da paisagem natural e urbana do município, ou por manter relação significativa com outro bem preservado oficialmente.
2. O pedido é analisado pela CSPC. Dependendo da necessidade, a equipe técnica deve complementar as informações apresentadas com uma instrução preliminar.
3. O pedido é então encaminhado ao CONDEPACC. Nos casos em que o CONDEPACC entender pertinente o pedido, a CSPC deverá encaminhá-lo à Secretaria Municipal de Urbanismo, à Secretaria Municipal de Planejamento, Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente e à Secretaria Municipal de Assuntos Jurídicos, para elaboração de pareceres técnicos. Em seguida, deve retornar à CSPC para realização dos estudos competentes e posterior encaminhamento ao CONDEPACC, que irá analisar e decidir sobre a abertura do processo de estudo de tombamento.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Assinam o Pedido de Tombamento do Majestoso
Nós que na condição de cidadãos não admitimos nos desfazer do patrimônio que o Estádio Moisés Lucarelli representa para a História do Esporte, do Brasil, da Humanidade, estamos dividindo tarefas para que a abertura do Estudo de Tombamento do Estádio Moisés Lucarelli aconteça antes da eventual alienação ou mesmo demolição do Majestoso.
Começou no twitter e no Mural da Macaca no dia da assinatura dessa merda, e olha só quantas assinaturas constarão do pedido até agora. Sem "coleta". Não é um abaixo assinado. É um simples pedido de abertura de estudo de tombamento, que uma só pessoa, natural ou jurídica, pode assinar... mas que é o desejo de muitos e será assinado lado a lado por todos esses muitos.
(se manifestaram pelo twitter)
Lucas
Flavio
Diego Umpierrez
Rafael Faria
Thiago Adão
Henrique Badan
Danilo Sanches
Celso Arconchel
Guilherme Dobner
Stephany Mantovani
Antonio Henrique Assis Brazão de Souza
André Luis
Natália Jonas
Felipe
(eu escrevendo e o @MITTESTJP somando no twitter)
(mandaram e-mail)
Tiago Nogueira de Souza
Clistenes Carvalho da Silva
Rodrigol
Stephan Campineiro
(pelo "mural da macaca", muitos manifestam opinião coerente, mas textualmente apenas)
Fredy A. P. Colombini
Fernandão
(assim como no orkut, muitos "sinalizam" pensar assim também, mas não escrevem)
Henrique Brasio
Re Cremonesi
Adriane
(assumiram compromisso pessoal e/ou publicamente)
Simão Pedro
Paulo Mariante
Ari Fernandes
3 comentários:
- Renato Manjaterra Loner disse...
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MittesTJP
- 3 de dezembro de 2010 19:44
- Renato Manjaterra Loner disse...
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Cris-Oeste: Clistenes Carvalho da Silva
- 4 de dezembro de 2010 05:54
- Renato Manjaterra Loner disse...
-
+ Marcos Pereira, Rita Cruzolete Pereira e Renato Manjaterra (claro) até agora 29
Este é o começo de uma luta.
A fóirmula é a seguinte: A GAFISA compra o Majestoso (para utilizar o terreno) e com o dinheiro o Carnielli COMEÇA a construção da sua Moderna Arena Multi-Uso padrão FIFA.
O restante do dinheiro viria de investidores, do BNDES e de mais um monte de fontes que eu também desconheço.
Entre nós que decidimos lutar pela preservação do Estádio Moisés Lucarelli, que pela sua história é único, há quem acredite que a Arena é necessária e quem acredite que o Majestoso está de muito bom tamanho, e há ainda aqueles que não tem opinião formada. Mas todos nós resistiremos a ver os tratores da modernidade passarem por cima desse estádio tão singular.
As adesões ao movimento pelo Tombamento do Estádio Moisés Lucarelli são todas muito bem vindas e eu acredito que o Majestoso seja mais do que parte importante da história da Ponte Preta, mais ainda do que parte importante da história do Futebol, é parte importantíssima da história da cidade de Campinas, do próprio país. Assim, até mesmo torcedores de outros times, até mesmo torcedores conscientes do Guarani, deveriam se engajar nessa empreitada pela memória do povo de Campinas, que na década de 40 do século passado arregaçõu as mangas para construir em mutirão seu estádio de futebol.